Aplicativos de inglês: aprendizado rápido ou perda de tempo?

Atualizado: 16 de Mai de 2019

Alex M. Ribeiro Jr. | Nov de 2018 | 3 minutos de leitura

O maior app do mercado já alcançou mais de 300 milhões de downloads, mas há inúmeros indícios de que os usuários não ganham uma competência-chave: a fala.

Dentro do crescente mercado de aplicativos para celulares, um segmento vem se destacando: o de Educação. O Duolingo, por exemplo, aplicativo que estimula o aprendizado de inglês por meio da gamificação, alcançou em 2018 mais de 300 milhões de downloads. Apesar da grande adesão, uma grande indagação ainda perpassa a cabeça de boa parte do mercado: É possível aprender inglês com o uso de aplicativos?


Em um artigo para o The Atlantic, o escritor David Freedman descreveu sua experiência com o aplicativo e como ela o levou a falar diretamente com um dos fundadores do Duolingo.


Freedman é incisivo ao dizer: “O Duolingo é viciante”. Segundo ele, o aplicativo o ajudou a definir metas diárias e, logo, a habilidade de traduzir frases do italiano para o inglês, ou vice-versa, entrou em sua cabeça por meio da exposição contínua a frases cada vez mais variadas, complexas e interessantes.


Mas a pergunta que surgiu na cabeça de Freedman é a mesma que poderia ter surgido para qualquer um que passasse por esse processo: “Será que essas habilidades serão úteis quando eu me deparar com situações reais de interação?”.




Faltando uma semana para a sua viagem à Roma, sua esposa decidiu testá-lo e perguntou: “Você está no aeroporto para Roma e decide que quer ir para o centro; como você perguntaria isso?”. As palavras e frases até passaram pela cabeça de Freedman, mas em nada contribuíram. Em pânico, ele percebeu: “o aplicativo fez de mim, um mestre de múltipla escolha no italiano”; uma vez fornecida uma quantidade de palavras para escolher, ele conseguia reuni-las de maneira a fazerem sentido em uma frase. Mas sem esse empurrãozinho, ele ficava na mão até nas situações mais básicas, como pedir informação em um aeroporto.


Como ainda faltava uma semana para a viagem, ele decidiu mudar a abordagem. No jargão popular, Freedman “meteu a cara nos livros” e se deparou com um fato engraçado. Em pouquíssimo tempo, ele foi capaz de adquirir algumas das habilidades que ele não havia conseguido através do aplicativo. Como ele mesmo disse: “O aplicativo me expôs a um vocabulário considerável; eu precisava apenas me aprofundar um pouco nos livros para ganhar maior aderência”.


Mais tarde, ele viria a conversar com Luis von Ahn, co-fundador do Duolingo, que lhe explicou a verdadeira função do aplicativo: “O maior problema que as pessoas que querem aprender uma nova língua enfrentam é encontrar a motivação para se manterem engajadas [...] nós preferimos pender para o lado viciante do que para o do aprendizado rápido [...] se uma pessoa desistir, o aprendizado dela é zero”.


Na viagem, o processo se acelerou ainda mais à medida que ele conseguia colocar essas novas habilidades à prova. E foi exatamente neste momento que ele percebeu: o Duolingo nunca lhe proveria o aprendizado necessário para aprender a língua - pelo menos não sozinho; o aplicativo o ajudou a dar os primeiros passos e a mantê-lo engajado. Mas ao final de tudo, não importa o quão engajado ele estivesse. Para aprender italiano, essas habilidades precisavam ser colocadas à prova exatamente ali; não necessariamente na Itália - mas na vida real e com pessoas reais.


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