De olho nas competências do século XXI, BNCC dá voz aos "nativos digitais"

Atualizado: 16 de Mai de 2019

Alex M. Ribeiro Jr. | Maio de 2019 | 3 minutos de leitura


A BNCC norteia os caminhos em direção ao desenvolvimento de uma sociedade mais dinâmica e comunicativa; e coloca o uso de tecnologias como um dos principais meios de se alcançá-la.

Ao contrário do sistema mercadológico, no qual o consumidor possui voz ativa no que é ofertado, a Educação vinha dando passos lentos em direção ao empoderamento do aluno como um agente ativo na dinâmica escolar.


Até agora.


A Base Nacional Comum Curricular incentiva a modernização dos recursos e práticas pedagógicas das escolas brasileiras.


A BNCC e as competências do século XXI


A BNCC é definida pelo MEC como um documento que


...define o conjunto de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica.

E todas elas, focadas no desenvolvimento das competências do século XXI — que, de acordo com a ex-Secretária Executiva do MEC, Maria Helena Guimarães, dizem respeito a

formar cidadãos mais críticos, com capacidade de aprender a aprender, de resolver problemas [...] de respeitar o outro e o pluralismo de ideias.


É inevitável pensar em tecnologia, quando se leem as competências salientadas pela ex-Ministra.

Afinal, a Internet talvez seja o maior espaço aberto ao pluralismo de ideias já conhecido. Lá, as pessoas sentem-se a vontade para exercitar seu senso crítico; argumentar e defender seus ponto de vista; e para encontrar, naturalmente, os melhores caminhos em direção ao seu próprio aprendizado


De tão inevitável — e urgente —, a BNCC reserva duas de suas competências gerais ao que toca tecnologia e digitalização.




Competências 4 e 5: comunicação e protagonismo


Competência 4: Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.

A Competência 4 explora a importância da linguagem — em suas mais diversas manifestações — em direção ao contexto mais inclusivo e comunicativo no qual se desenha o (presente) futuro.


E a novidade, claro, está no digital.


Ao dar voz ativa aos alunos, refletiu-se sobre o que se estava ofertando como desenvolvimento de competências comunicativas — e a verdadeira demanda.


Os estudantes que ocupam escola hoje, são conhecidos como Geração Z e Geração Alpha (nascidos após os anos 2000). Foram a primeira e segunda gerações que nasceram em uma época majoritariamente digital e conectada; são os "nativos digitais".

A conectividade é parte integral e essencial na sua comunicação.


Assim, é clara e urgente a necessidade de adaptação das práticas pedagógicas, de modo a incluir a linguagem digital como um pilar essencial para o desenvolvimento de competências comunicativas esperadas.




Competência 5: Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.

A competência geral 5 explora um papel mais proativo do aluno em relação às tecnologias; e não só à serviço da comunicação. Não basta compreender e utilizar a linguagem digital para se comunicar e partilhar informações. É preciso que se a compreenda de maneira a utilizá-la para produzir conhecimento, resolver problemas e exercer protagonismo.


O grande desafio: como fazer?





Um dos grandes apoios para os desafios que permearão o ano letivo de professores e escolas, veio do CIEB (Centro de Inovação para a Educação Brasileira), que lançou o Currículo de Referência em Tecnologia e Computação. A plataforma online pode ser acessada gratuitamente neste link, e traz diretrizes e orientações para auxiliar professores a desenvolver nos alunos as habilidades digitais propostas na BNCC.


A plataforma organiza o currículo em três eixos: Cultura Digital, Pensamento Computacional e Tecnologia Digital. E seguindo esta orientação, mostra práticas que apoiam o desenvolvimento, principalmente, da Competência Geral 5 — além de sugestões de avaliação e materiais de referência.


A BNCC norteia os caminhos em direção ao desenvolvimento de uma sociedade mais dinâmica e comunicativa; e coloca o uso de tecnologias como um dos principais meios de se alcançá-la.


Mas o desafio maior permanece:


Como implementar os recursos tecnológicos de maneira a alcançar os objetivos propostos?


A ideia é que cada vez mais materiais e metodologias de apoio, como a proposta pelo CIEB, surjam para auxiliar professores e escolas. Mas o que mais se espera é que ambos entendam que o melhor processo pedagógico é a (contínua) evolução do próprio processo.

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