A nova onda tecnológica na educação: desta vez veio pra ficar

Atualizado: 16 de Mai de 2019

Alex M. Ribeiro Jr. | Dez de 2018 | 2 minutos de leitura

Provavelmente você nunca ouviu falar de Sydney Pressey; e nem da invenção que o tornou, um dia, famoso. Mas esse visionário psicólogo sonhou com uma educação cem anos à sua frente; há exatamente cem anos atrás.

Pressey inventou a primeira teaching machine de que se tem registro, no início da década de 20. Ela era feita com peças de máquinas de escrever e tinha um funcionamento simples: apresentava ao usuário uma questão de múltipla escolha e o pedia para que escolhesse aquela que julgasse correta. Apesar de nos parecer muito familiar, a invenção, que até gerou certo interesse, não brilhou os olhos da sociedade da época.


Houve uma nova onda envolvendo as teaching machines na década de 50 - passageira, também. Desta vez, a “inércia cultural” foi menor; as máquinas chegaram a inundar o mercado, mas quando ganharam muita atenção, foram duramente questionadas. A Fortune chegou a publicar uma matéria sobre elas, com o título: “as pessoas podem aprender como pombos?”.



Hoje, estamos presenciando uma terceira grande onda.


Desta vez, mais lúcida e consciente sobre as duas principais limitações experimentadas no passado. A primeira é, claramente, tecnológica. Hoje, os novos softwares proporcionam um contato dinâmico e personalizado com o aluno; algo impensável para os padrões do século XX.

Essas novas plataformas vêm sendo prototipadas, a priori, em estágios e nichos específicos da Educação; como o ensino básico e o ensino de línguas, nos quais os atuais dispositivos são extremamente eficientes em auxiliar os estudantes no aprendizado de vocabulário básico e de histórias simples. As empresas que atuam utilizando estas tecnologias para auxiliar e potencializar o aprendizado do aluno são chamadas de EdTechs.



Essas empresas perceberam a segunda grande limitação que justifica o caráter passageiro das teaching machines no passado - e ela existia dentro da nossa própria idealização: a tecnologia não chega à educação para substituir os métodos tradicionais, como era vendida - mas para complementá-los e melhorá-los.


Assim, muitas das iniciativas recentes vêm se concentrando em aliar os benefícios das inteligências artificial e natural em prol de um modelo de educação disruptivo e que se adeque às necessidades individuais de cada estudante. O mercado de EdTechs vêm se mostrado cada vez mais relevante, com crescimento médio anual de 17% e expectativa de faturar US$ 252 bilhões até 2020, de acordo com o banco inglês IBIS Capital.


Isto posto, temos uma tecnologia extremamente eficiente, aplicada de maneira complementar aos métodos tradicionais; e um mercado relevante, em franca ascensão. Esperamos que essa seja a receita para transformar a atual conjuntura da Educação - e deixar que ela, por si só, transforme o futuro.


Escritórios

Nova Iorque

São Paulo

Belo Horizonte

Hamburgo

Soluções

Redes sociais

  • Branco Facebook Ícone
  • Branca Ícone Instagram
  • Branca Ícone LinkedIn

Fale conosco

© 2020 by EduSim