Ouvir é uma virtude; falar, mais ainda: A evolução do ensino de inglês

Atualizado: 16 de Mai de 2019

Alex M. Ribeiro Jr. | Dez de 2018 | 2 minutos de leitura

Aos poucos, a proeminente voz do professor e as entendiantes repetições mecânicas das tradicionais aulas de inglês vão dando lugar ao verdadeiro protagonista: o aluno.

Uma pesquisa realizada pelo German Institute for International Educational Research coletou dados que dizem muito sobre dizer pouco. O estudo mostrou que apenas 18% do tempo das aulas de inglês é preenchido pela fala dos alunos (em inglês); mais que isso: dessa fatia de tempo, apenas 22% são de frases completas, o que representa menos de 4% do tempo total.


A partir desses dados, é possível confirmar dois fatos: os alunos se arriscam pouco na língua estrangeira, e quando o fazem, seu aproveitamento é baixo. Isso diz muito sobre o atual modelo de ensino de inglês na maioria das escolas do mundo: o processo de aprendizado é majoritariamente conduzido pelo professor. Assim, o aluno se torna um mero coadjuvante que tenta aprender uma nova língua, não a partir das verdadeiras demandas da comunicação, mas da repetição mecânica de estruturas gramaticais.



Em tempos de globalização acelerada - em que o inglês tem um papel central - e de grande demanda por pessoas com pensamento crítico, torna-se necessário o questionamento: já não é hora de adaptar o ensino às reais necessidades do mundo em que vivemos (e de todas as mudanças que ainda estão por vir)?


Para aqueles que responderam sim, uma boa notícia: em contrapartida às metodologias vigentes há décadas, ganham notoriedade algumas alternativas que rompem com as atuais estruturas hierárquicas do aprendizado. Essas novas soluções empoderam os estudantes, colocando-os como protagonistas do seu próprio aprendizado; além disso, dão ênfase à importância da vivência e da experiência para o processo de ensino.





O Communicative Language Teaching (CLT), ou abordagem comunicativa, é um bom exemplo destas soluções disruptivas, e vem sendo muito utilizada no ensino de inglês e de outras línguas. Sua abordagem coloca o professor como um facilitador do processo de aprendizagem, cujo papel é prover as circunstâncias corretas para que o aluno, com autonomia, interaja com outros atores sociais e com a própria língua que se pretende aprender. O objetivo é trazer atividades que permitam uma verdadeira interação sobre tópicos reais, resultando em uma aprendizagem mais prazerosa e efetiva.


Os professores Genoveva Sastre e Ulisses Ferreira - criadores da metodologia PBL (Problem Based Learning), já aplicada em algumas universidades brasileiras - divulgaram, em 2008, uma estimativa que alerta para o seguinte: apenas 10% do conteúdo lido é assimilado pelo aluno; e 20% quando ele o escuta . No entanto, um conteúdo vivenciado - mesmo que em uma simulação - pode elevar a capacidade de retenção para 90%; isso porque o aluno é empoderado e se apropria da situação e do aprendizado que, afinal, lhe pertence. Assim, ele se sente mais confiante e com maior autonomia para pensar e compartilhar suas habilidades e conhecimentos.


E se estamos em tempos de pensamento crítico e globalização acelerada; o que poderia ser mais importante do que pensar e compartilhar?




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