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Tela Quente: tablets e smartphones estão iluminando um novo caminho para a educação

Atualizado: 16 de Mai de 2019

Alex M. Ribeiro Jr. | Fev de 2019 | 3 minutos de leitura

Hoje, nossas tecnologias dominantes são tablets e smartphones. E um dos principais anseios parentais no que os toca é delineado pela seguinte opinião: “jogar nesses dispositivos é uma perda de tempo; distrai a criança da Educação e do verdadeiro aprendizado.”

O anseio acerca da interação entre criança e tecnologia não é uma característica exclusiva do século XXI. Há 50 anos atrás, pais e especialistas já repetiam um mantra no qual se expressavam com confiança: “a televisão atrofia o desenvolvimento social da criança”.


Em alguns casos, era - e é - uma preocupação plausível.


Criança e tecnologia: o homem que plantou a semente


Mas em meados da década de 70, Fred Rogers, apresentador do programa Mister Rogers’ Neighborhood, lançou uma outra visão acerca da tecnologia e da mídia dominante na época: ela poderia ser um recurso capaz de estimular o crescimento emocional das crianças. E ele o fazia utilizando uma linguagem própria, conversando com cada criança através da tela, “individualmente”.



O pedagogo e apresentador foi uma das principais peças que estimularam uma outra visão acerca da influência da tecnologia nas vida das crianças. Mas em nossos tempos, elas não possuem apenas a televisão; estão cercadas de incontáveis dispositivos móveis. Assim, as preocupações e anseios acerca desta influência cresceram exponencialmente, desenhando um futuro distópico no imaginário de alguns pais.






E a semente começa a dar vida a um novo caminho


Hoje, nossas tecnologias dominantes são tablets e smartphones. E um dos principais anseios parentais no que os toca é delineado pela seguinte opinião: “jogar nesses dispositivos é uma perda de tempo; distrai a criança da Educação e do verdadeiro aprendizado.”


No entanto, alguns evidências recentes revelam a eficácia destes dispositivos em prol da Educação. E que, na verdade, as tradicionais - e amplamente aceitas - provas aplicadas para medir o desempenho dos alunos é que os distraem da “Educação e do verdadeiro aprendizado”. Inúmeros estudos convergem positivamente em relação ao que se chama de “efeito debilitante” - referindo-se ao comprovado efeito negativo que a ansiedade e o nervosismo causam no desempenho dos estudantes.


Para provar o efeito potencializador desses dispositivos, Sara DeWitt - vice presidente de uma produtora de games infantis - e sua equipe, realizam um experimento no qual foram criados inúmeros jogos baseados no personagem “George, o Curioso”, focados em matemática. Oitenta crianças realizaram as atividades no computador; e depois foram submetidas a uma clássica prova de matemática.


Os pesquisadores utilizaram os dados “back-end” recolhidos durante os jogos na tentativa de prever as notas do teste. O resultado está representado no gráfico abaixo.



Como é possível observar, as predições - realizadas através de alguns dados como “o momento em que as crianças pausam o jogo” ou “que tipo de erros elas cometeram até acertar” - foram incrivelmente assertivas. Com base nos resultados, os pesquisadores acreditam ter evidências o suficiente para dizer que esse tipo de jogo pode ser mais eficiente e nos trazer mais dados sobre o aprendizado cognitivo de uma criança, do que um teste padronizado.


Com essa possibilidade em mente, algumas perguntas animadoras, propostas pela própria Sara DeWitt, nos fazem imaginar um modelo de Educação muito distinto daquele observado nos dias atuais.


  • E se esses jogos conseguissem diminuir o tempo de testes em uma sala de aula?

  • E se conseguissem reduzir a ansiedade acerca da realização dos testes?

  • E se eles pudessem prover informações aos professores, para auxiliá-los em direção a um aprendizado mais personalizado e assertivo?


E o novo caminho começa a gerar bons frutos


Uma das mais atuais e empolgantes aplicações dos dispositivos móveis na educação é o chatbot - um software que simula uma conversação inteiramente humana. Muitos professores necessitam lidar com mais de 30 alunos por classe e, assim, não são capazes de prover a atenção e ajuda necessária para cada estudante. O uso dessa tecnologia possibilita uma maior personalização do assunto, maior assertividade na avaliação de desempenho e, por último, um maior aproveitamento do tempo em sala - onde se há contato direto com professores e outros alunos.


À medida que mais aplicações bem-sucedidas se consolidam e ganham escala, esperamos que o anseio em relação à interação entre crianças e tecnologia se torne um sentimento de esperança. E que a semente plantada por Fred Rogers, lá na década de 70, renda bons frutos em direção oposta à distopia plantada no imaginário de grande parte da sociedade.